Irão diz que os EUA "não alcançaram nenhum dos seus objetivos"

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Irão diz que os EUA "não alcançaram nenhum dos seus objetivos"

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, disse que os EUA querem conversar com Teerão porque "não alcançaram nenhum dos seus objetivos". Acompanhamos aqui, ao minuto, o evoluir da guerra no Médio Oriente.

Mariana Ribeiro Soares, Cristina Sambado, Ana Sofia Rodrigues - RTP /

Majid Asgaripour - WANA via Reuters

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Embaixador iraniano diz que estabilidade no Golfo depende de "garantias credíveis" de segurança para o Irão

O regresso da segurança e da estabilidade ao Golfo depende de "garantias credíveis" para o Irão contra quaisquer novos ataques dos EUA e de Israel, afirmou esta segunda-feira o embaixador iraniano nas Nações Unidas.

"A estabilidade e a segurança duradouras no Golfo e em toda a região só podem ser garantidas por uma cessação duradoura e permanente de toda a agressão contra o Irão, acompanhada de garantias credíveis de não repetição e de pleno respeito pelos legítimos direitos e interesses soberanos do Irão", disse Amir Saeid Iravani durante uma sessão do Conselho de Segurança.
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RTP /

Bombardeamentos israelitas fazem quatro mortos no sul do Líbano

O Ministério da Saúde libanês anunciou que os ataques aéreos israelitas realizados esta segunda-feira no sul do país mataram quatro pessoas, incluindo uma mulher, e feriram outras 51, entre as quais três crianças.

Segundo uma contagem da AFP baseada em dados do Ministério da Saúde, os ataques aéreos israelitas mataram pelo menos 40 pessoas no Líbano desde o início da frágil trégua, a 17 de abril.
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Irão apresentou nova proposta aos EUA

O Irão ofereceu-se para acabar com o bloqueio ao Estreito de Ormuz. Teerão propôs a Washington que a questão do armamento nuclear fique para negociar mais tarde.

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Casa Branca diz que Trump discutiu nova proposta do Irão com conselheiros de segurança nacional

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que o presidente norte-americano discutiu a nova proposta iraniana com os seus principais conselheiros de segurança nacional esta segunda-feira.

O Irão enviou aos EUA uma proposta para reabrir o Estreito de Ormuz e terminar a guerra, com a condição de que as negociações sobre o seu programa nuclear sejam realizadas em algum momento futuro.

Trump insistiu que Teerão nunca deveria possuir armas nucleares e Leavitt afirmou que as linhas vermelhas do presidente dos EUA em relação ao Irão foram “muito, muito claras”.
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RTP /

Ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros diz que os EUA "não alcançaram nenhum dos seus objetivos"

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, afirmou que Teerão está a analisar o pedido de negociações feito pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

Em declarações aos jornalistas na Rússia, Araghchi disse que Trump procura conversar porque os EUA "não atingiram nenhum dos seus objetivos".

O ministro iraniano disse que a República Islâmica está "estável e sólida" e afirma que devido à guerra com os EUA e Israel, "o mundo percebeu agora o verdadeiro poder do Irão".

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Ministro da Defesa de Israel acusa líder do Hezbollah de estar a "brincar com o fogo"

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que o Hezbollah levará o Líbano à catástrofe, após a oposição do líder do movimento pró-Irão às negociações diretas entre o Líbano e Israel.

"Naim Qassem está a brincar com o fogo, e esse fogo vai consumir o Hezbollah e todo o Líbano. Se o Governo libanês continuar a refugiar-se sob a proteção da organização terrorista Hezbollah, um grande incêndio vai queimar todos os cedros do Líbano", disse Katz à enviada da ONU para o Líbano, Jeanine Hennis-Plasschaert, segundo um comunicado divulgado pelo seu gabinete.

Israel e o Líbano já realizaram duas rondas de conversações entre embaixadores em Washington sobre a guerra. Estas negociações resultaram inicialmente no anúncio de uma trégua de dez dias por parte do presidente dos EUA, Donald Trump, que entrou em vigor a 17 de abril e foi posteriormente prolongada por três semanas após a segunda ronda de discussões.

As declarações de Katz surgem pouco depois de o líder do Hezbollah ter descrito as negociações israelo-libanesas como um "erro perigoso".

Katz afirmou ainda que o presidente libanês, Joseph Aoun, estava a "brincar com o futuro do Líbano" e acrescentou que Israel não aceitaria um cessar-fogo no Líbano enquanto os ataques contra as forças e comunidades israelitas no norte de Israel continuassem.

O ministro da Defesa reiterou a exigência de Israel de desarmar o Hezbollah, declarando que "o governo libanês deve garantir isso, primeiro a sul do rio Litani até à Linha Azul (no sul do Líbano) e depois em todo o território libanês".
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Lusa /

Guterres critica "estado de amnésia coletiva" que levou a novas ameaças nucleares

O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, criticou hoje o "estado de amnésia coletiva" que se instalou no mundo e que permitiu que as ameaças nucleares voltassem a soar.

Na abertura de uma reunião de países signatários do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) na sede ONU, em Nova Iorque, Guterres alertou que normas arduamente conquistadas estão a erodir-se e o controlo de armas "está a morrer".

"Pela primeira vez em décadas, o número de ogivas nucleares está a aumentar. Os testes nucleares estão de volta à mesa. Alguns Governos estão a considerar abertamente a aquisição destas armas terríveis", afirmou.

"Esquecemo-nos que uma guerra nuclear não pode ser ganha e não deve ser iniciada? Esquecemo-nos que as armas nucleares não tornam ninguém mais seguro? Esquecemo-nos que a única razão pela qual o mundo não mergulhou no abismo foi porque os líderes se uniram e disseram: basta?", questionou o chefe da ONU.

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RTP /

Moscovo fará "tudo" para levar a paz ao Médio Oriente

Vladimir Putin assegurou ao ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, que a Rússia fará "tudo" para ajudar a levar a paz ao Médio Oriente, durante um encontro esta segunda-feira em São Petersburgo.

Durante o encontro, realizado na Biblioteca Presidencial em São Petersburgo, Putin considerou que os iranianos lutam heroicamente pela soberania, numa alusão à guerra que Estados Unidos e Israel travam contra o Irão desde 28 de fevereiro.

"Pela nossa parte, faremos tudo o que sirva os vossos interesses, os interesses de todos os povos da região, para que a paz possa ser alcançada o mais rapidamente possível", afirmou Putin, citado pelos meios de comunicação estatais russos.

Araghchi, que se encontra numa digressão diplomática para reunir apoios na guerra contra Washington, chegou hoje de manhã a São Petersburgo, noroeste da Rússia, para se encontrar com Putin.

"Vemos com que bravura e heroísmo o povo iraniano luta pela sua independência", disse Putin em declarações divulgadas pelos meios russos e citadas pelas agências espanhola EFE e francesa AFP.

Putin transmitiu também a Araghchi que Moscovo partilha o interesse em continuar a estreitar os laços com Teerão, em resposta a uma missiva enviada recentemente pelo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei.

"A Rússia, tal como o Irão, tem a intenção de continuar as nossas relações estratégicas", afirmou o líder russo.

Araghchi disse que os laços estratégicos com a Rússia são de grande importância para o Irão, pelo que continuarão por essa via.

"Esse é o caminho que seguiremos", afirmou o chefe da diplomacia iraniana, citado pela agência russa Interfax.

Horas antes, ao chegar a São Petersburgo, Araghchi acusou Washington de ter feito fracassar as conversações de paz no Paquistão.

"Da nossa parte, faremos tudo o que servir os seus interesses, os interesses de todos os povos da região, para que a paz possa ser alcançada o mais rapidamente possível", disse o presidente russo ao ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, segundo os meios de comunicação estatais russos.

Putin disse ainda que a Rússia espera que o povo iraniano ultrapasse o que descreveu como um "período difícil" e que a paz prevaleça.

Acrescentou que a Rússia fará tudo o que for possível no interesse do Irão e de outros países da região, informou a agência de notícias estatal RIA.
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Irão com mais de 30 milhões de voluntários para integrar ofensiva contra os EUA

O presidente do parlamento iraniano afirmou hoje que mais de 30 milhões de voluntários responderam ao repto das autoridades e estão dispostos a sacrificarem-se pelo Irão no contexto da ofensiva militar israelo-norte-americana, incluindo ele próprio.

“Orgulho-me de ser uma destas 30 milhões de pessoas que se oferecem para se sacrificar. O sacrifício abnegado da orgulhosa nação iraniana confundiu os inimigos”, declarou Mohammad Bagher Ghalibaf, que chegou a liderar a equipa de negociadores de Teerão nos contactos com Washington para o cessar das hostilidades, numa mensagem publicada nas redes sociais.

Segundo indicou, os voluntários “corajosos e patriotas” inscritos na campanha lançada pelas autoridades “têm o apoio firme do Irão para sempre”.

As autoridades iranianas garantem que o número de cidadãos inscritos na campanha para combater contra os Estados Unidos e Israel, em defesa do país, ultrapassa os 30 milhões.

Em concreto, segundo os dados partilhado por Ghalibaf, um total de 30.885.140 pessoas no Irão registaram-se como voluntárias.

No início do mês, foi o Presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, que afirmou ter-se inscrito como voluntário, mostrando-se disposto a “sacrificar a sua vida”, quando “mais de 14 milhões” de cidadãos iranianos se tinham registado na campanha, num país com mais de 90 milhões de habitantes.
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RTP /

Presidente libanês diz ao Hezbollah que "traição" é arrastar o país para a guerra

O presidente libanês sublinhou na segunda-feira que o objetivo das negociações diretas com Israel era pôr fim ao conflito, acrescentando, na sua mensagem ao Hezbollah, que a verdadeira "traição" é arrastar o Líbano para a guerra.

"O meu objetivo é alcançar o fim do estado de guerra com Israel, tal como no acordo de armistício" entre o Líbano e Israel em 1949, disse o presidente Joseph Aoun em comunicado, acrescentando: "Asseguro-vos que não aceitarei um acordo humilhante".

Numa resposta implícita ao movimento pró-Irão Hezbollah, que se recusa a negociar diretamente com Israel, o líder libanês afirmou que "aqueles que nos arrastaram para a guerra no Líbano exigem agora prestação de contas por decidirem negociar... O que estamos a fazer não é traição; a traição é cometida por aqueles que estão a arrastar o país para uma guerra em benefício de interesses estrangeiros."
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RTP /

Irão envia nova proposta aos EUA

O Irão propõe a abertura do estreito de Ormuz e o fim imediato da guerra. É a nova proposta de Teerão que Washington já recebeu. De acordo com o documento, a questão do armamento nuclear ficaria para negociar mais tarde.

O ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros está em Moscovo, para um encontro com Vladimir Putin.
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RTP /

Empresas antecipam subida de custos de 5,8% e aumento de preços em 3,5%

As empresas da zona euro preveem um aumento dos custos, incluindo na energia, de 5,8% nos próximos meses devido à guerra no Médio Oriente e uma subida dos preços em 3,5%, segundo o Banco Central Europeu (BCE).

Estas são algumas das conclusões de um inquérito que BCE realizou junto de 10.544 empresas da zona euro entre 19 de fevereiro e 01 de abril, publicado hoje.

No inquérito anterior, do quarto trimestre de 2025, as empresas da zona euro previram um aumento dos custos de 3,6% e dos preços de venda de 2,9%.

Ao mesmo tempo, as expectativas de aumentos salariais das empresas moderaram-se para 2,8% (3,1% no inquérito do trimestre anterior), acrescentou o BCE.

A guerra no Médio Oriente aumentou significativamente os preços de venda das empresas e as expectativas de custos, mas não afetou as expectativas salariais, segundo o banco.

As respostas diárias ao inquérito recolhidas antes e depois de 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel atacaram o Irão, revelaram que as empresas inquiridas mais tarde tinham expectativas de custos e preços mais elevadas.

No entanto, o BCE salientou que as expectativas de crescimento salarial e de emprego mantiveram-se estáveis.

As empresas da zona euro preveem uma inflação a um ano de 3% (2,6% no inquérito anterior).

Já as expectativas de inflação das empresas para os próximos três e cinco anos também se mantêm nos 3%.

Tanto as grandes empresas como as pequenas e médias empresas (PME) da zona euro, afirmaram que, no primeiro trimestre de 2026, as taxas de juro dos empréstimos bancários subiram mais.

Das inquiridas, 26% afirmaram que as taxas de juro dos empréstimos bancários subiram, em comparação com os 12% do inquérito do quarto trimestre de 2025.

Ao mesmo tempo, 37% das empresas inquiridas pelo BCE sobre o acesso ao financiamento observaram aumentos noutros setores, como despesas e comissões (28% no inquérito anterior), com 14% a referir também aumentos nas exigências de garantias (sem variação em relação ao inquérito anterior).

As necessidades de empréstimos bancários das empresas da zona euro mantiveram-se estáveis no primeiro trimestre do ano.

No entanto, as empresas consideraram que a disponibilidade destes créditos bancários diminuiu ligeiramente e preveem que a disponibilidade de financiamento externo venha a descer ainda mais nos próximos três meses.
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Leste do Líbano
RTP /

Israel anuncia ataques a posições do Hezbollah no Vale do Bekaa

O exército israelita anunciou esta segunda-feira que iniciou ataques a posições do Hezbollah no Vale do Bekaa (leste do Líbano).

"O exército israelita começou a atacar instalações do Hezbollah no Vale do Bekaa e noutras zonas do sul do Líbano", afirmou em comunicado.
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RTP /

Chanceler Merz questiona estratégia dos EUA na guerra contra o Irão e afirma que nação está "humilhada"

O chanceler alemão disse esta segunda-feira que não consegue vislumbrar qual a estratégia de saída desta guerra pelos Estados Unidos, avisando que “uma nação inteira está a ser humilhada pela liderança iraniana, especialmente pela Guarda Revolucionária”.

Falando com estudantes em Marsberg, Merz diz que os iranianos estão “claramente a negociar com pessoas muito qualificadas” e apelou a que o conflito termine o mais rapidamente possível.


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RTP /

Ataques israelitas mataram duas pessoas no sul do Líbano

Pelo menos duas pessoas morreram no sul do Líbano no meio de ataques israelitas.

O número total de mortos desde o anúncio do cessar-fogo, a 16 de abril, subiu para 38.
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RTP /

Carga iraniana continua a transitar pelo Estreito de Ormuz apesar do bloqueio dos EUA

A maioria dos navios que transitaram pelo Estreito de Ormuz nos últimos dias seguiu uma rota designada pelas autoridades iranianas, e cerca de metade deles carregou em portos iranianos, de acordo com os dados mais recentes de navegação.

Isto desafia o bloqueio dos EUA, que visa impedir os navios de utilizar portos iranianos. As interceções de navios iranianos pelos EUA ocorreram para além do estreito. Ainda não é claro se algum dos navios que saíram do Irão foi intercetado.

Foram identificados dezassete navios a atravessar o estreito entre sexta-feira e domingo, de acordo com a empresa de informações marítimas Kpler – entre eles, quatro grandes petroleiros carregados. Dois destes petroleiros partiram de portos iranianos e dois dos Emirados Árabes Unidos.

O maior deles, segundo a Kpler, foi o Jiaolong, de propriedade grega, que partiu dos Emirados Árabes Unidos na sexta-feira e chegou na segunda-feira ao porto indiano de Sikka.

O tráfego através do Estreito de Ormuz nos últimos dois meses tem sido de cerca de 5% da média diária pré-guerra, causando escassez de produtos refinados, especialmente na Ásia.
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RTP /

Trump vai realizar reunião de crise sobre o Irão na segunda-feira

Donald Trump vai realizar uma reunião de crise sobre o Irão esta segunda-feira, segundo os meios de comunicação norte-americanos, enquanto as negociações para um cessar-fogo e a reabertura do Estreito de Ormuz à navegação estão paradas.
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Lusa /

Brent ultrapassa 108 dólares barril apesar da nova proposta de negociação de Teerão

O barril de petróleo Brent acentua a subida inicial da sessão de hoje e, cerca das 10:30 em Lisboa, avança 2,66% para 109,09 dólares, apesar de Teerão ter apresentado a Washington uma nova proposta de negociação.

Cerca das 10:30 em Lisboa, e segundo dados da Bloomberg recolhidos pela Lusa, o Brent, petróleo de referência da Europa, para entrega em junho subia 2,66%, para 108,09 dólares.

No entanto, por volta das 09:00 em Lisboa, o barril de Brent chegou a valorizar-se com mais força, quase 3%, para um máximo de 108,47 dólares.

O Brent mantém hoje a tendência de alta da semana passada, quando subiu quase dez dólares, devido à falta de avanços nas negociações entre os Estados Unidos e o Irão.

Hoje, sobe novamente apesar de o Irão ter apresentado uma nova proposta de negociação aos Estados Unidos para reabrir o estreito de Ormuz, pôr fim à guerra e adiar as negociações sobre o programa nuclear de Teerão para mais tarde.

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abás Araqchí, encontra-se hoje em São Petersburgo para se reunir com o Presidente russo, Vladimir Putin.

Araqchí chegou à Rússia depois de viajar a Omã e ao Paquistão no fim de semana, quando as negociações entre os Estados Unidos e o Irão foram travadas depois de o chefe da diplomacia iraniano ter deixado Islamabad e Washington ter cancelado a viagem dos enviados especiais Steve Witkoff e Jared Kushner.

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RTP /

Bruxelas considera prematuro levantar sanções ao Irão

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou esta segunda-feira que é muito cedo para levantar as sanções impostas ao Irão.

"Acreditamos que a suspensão das sanções seria prematura", disse em Berlim, durante uma reunião entre o partido conservador CDU e o seu partido irmão, o CSUB, acrescentando que as sanções foram mantidas devido à repressão da população iraniana.

"Primeiro precisamos de ver uma mudança, uma mudança fundamental no Irão para que as sanções sejam levantadas", acrescentou von der Leyen.
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RTP /

Hezbollah rejeita "categoricamente" negociações diretas com Israel

O líder do Hezbollah, Naim Qassem, reiterou esta segunda-feira a rejeição das negociações diretas entre Beirute e Israel, classificando-as como um "erro perigoso" que corre o risco de mergulhar o Líbano num "ciclo de instabilidade".

"Recusamos categoricamente negociar diretamente com Israel", e é da responsabilidade do Governo libanês evitar um "erro perigoso que mergulhará" o país "num ciclo de instabilidade", disse o responsável do grupo pró-Irão num comunicado lido no canal de televisão Al-Manar, afiliado do grupo.

"Estas negociações e os seus resultados são inexistentes e não nos dizem minimamente respeito", afirmou, antes de acrescentar: "Continuamos a nossa resistência para defender o Líbano (...). Não recuaremos perante as ameaças israelitas."

Naim Qassem acrescentou que as negociações diretas estão “fora de questão” e que o seu grupo continuará a resistir e a responder à “agressão” israelita.

“Não entregaremos as nossas armas, e a defesa e o campo de batalha provaram a nossa prontidão para o confronto”, declarou.



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RTP /

Irão suspende exportações de placas e chapas de aço até ao final de maio

O Irão proibiu a exportação de placas e chapas de aço até 30 de maio, informou a imprensa estatal esta segunda-feira, devido aos ataques sofridos pela indústria siderúrgica do país durante o conflito entre o Irão, Israel e os Estados Unidos.
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Ministro responsabiliza EUA pelo fracasso das negociações de paz

O ministro iraniano de Negócios Estrangeiros acusou os Estados Unidos de serem responsáveis pelo fracasso das conversações de paz no Paquistão, depois de chegar à Rússia, onde se deve encontrar com o Presidente russo, Vladimir Putin.

"As abordagens americanas fizeram com que o ciclo de negociações anterior, apesar dos progressos, não atingisse os seus objetivos devido às exigências excessivas", declarou Abbas Araghchi, citado pelos meios de comunicação do Estado iraniano.

O responsável também afirmou que "a segurança da passagem pelo estreito de Ormuz é uma questão mundialmente importante", enquanto os Estados Unidos e o Irão prosseguem os seus bloqueios naquele local estratégico.

O Kremlin confirmou que Vladimir Putin receberá hoje Abbas Araghchi, informou a agência de notícias estatal TASS, citando o porta-voz russo, Dmitry Peskov.
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RTP /

Preços do petróleo continuam a subir enquanto o Estreito de Ormuz permanece fechado

Os preços do petróleo continuaram a subir enquanto as conversações de paz estagnaram e o Estreito de Ormuz permanece encerrado.

O petróleo Brent, referência global, estava a ser negociado a 107,50 dólares por barril na manhã desta segunda-feira.

Cerca de um quinto do petróleo bruto e do gás natural liquefeito (GNL) do mundo passa normalmente pelo Estreito de Ormuz.
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RTP /

Hezbollah atacou veículos e soldados israelitas no sul do Líbano

O Hezbollah afirma ter atacado um grupo de veículos e soldados do exército israelita em Tel al-Nahas, nos arredores de Kfarkela, no sul do Líbano, com “impacto direto”, avançou a Agência Nacional de Notícias (NNA).

Um míssil guiado foi disparado, atingindo em cheio o alvo, acrescentou o relatório.
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Gasóleo baixa e gasolina sobe
RTP /

Preço dos combustíveis volta a sofrer alterações

Esta semana há nova mexida no preço dos combustíveis.
O gasóleo desce três cêntimos por litro. Já o preço da gasolina deve subir 2.5. Os preços podem variar conforme a zona do país e os postos de abastecimento.
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Teerão diz que se estabeleceram condições específicas para prosseguir negociação

O chefe da diplomacia iraniana afirmou hoje que a visita a Islamabad no fim de semana foi "muito boa" e que foram revistas as "condições específicas" sob as quais "podem continuar as negociações entre Irão e Estados Unidos".

De acordo com a agência iraniana IRNA, Abbas Araghchi, que já se encontra em São Petersburgo, na Rússia, disse que as condições de Teerão para as negociações "são muito importantes".

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, que chegou à Rússia depois de passar por Omã e pelo Paquistão este fim de semana, afirmou também que a reunião de hoje com o Presidente russo, Vladimir Putin, "será uma boa oportunidade para discutir a evolução da guerra e rever a situação atual".

c/Lusa
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Lusa /

China destaca "resiliência" do setor petrolífero apesar do conflito

A China destacou hoje a "resiliência" do setor petrolífero face aos riscos da guerra no Irão e garantiu o abastecimento de energia, apoiado no aumento da produção interna, diversificação das importações e controlo temporário dos preços.

Aly Song - Reuters

Citado pelo jornal oficial Diário do Povo, o subdiretor do Departamento Geral da Administração Nacional de Energia da China, Zhang Xing, afirmou que as autoridades reforçaram o setor nos últimos cinco anos para assegurar o fornecimento "em todas as circunstâncias".

Segundo o responsável, a produção de petróleo manteve-se acima de 200 milhões de toneladas anuais, atingindo novos máximos, enquanto a de gás natural registou nove anos consecutivos de crescimento, com aumentos superiores a 10 mil milhões de metros cúbicos por ano.

Zhang destacou ainda o reforço das infraestruturas, com mais de 200.000 quilómetros de oleodutos e gasodutos de longa distância e uma capacidade de receção de gás natural liquefeito superior a 120 milhões de toneladas anuais, bem como uma rede de importações energéticas "mais diversificada".

Pequim tem respondido às "mudanças no ambiente externo" com uma estratégia baseada em "produção estável, importações diversificadas e regulação temporária de preços", visando garantir "a estabilidade da economia" e satisfazer a procura interna, acrescentou.

O bloqueio `de facto` do estreito de Ormuz, por onde transitava cerca de 20% do petróleo e gás globais antes dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão e das represálias de Teerão, tem afetado sobretudo a Ásia, principal destino dessas exportações.

No caso chinês, a situação naquela rota marítima é particularmente sensível, já que cerca de 45% das importações de petróleo e gás do país passam pelo estreito.

O conflito levou a uma subida dos preços dos combustíveis na China, obrigando as autoridades a intervir temporariamente, embora na semana passada tenha sido registado o primeiro recuo dos preços em 2026.

A China tem condenado os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, ao mesmo tempo que defende o respeito pela soberania dos países do Golfo, com os quais mantém relações políticas, comerciais e energéticas estreitas.

 

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Lusa /

Teerão apresenta nova proposta para reabrir o estreito de Ormuz

O Irão apresentou aos Estados Unidos uma nova proposta para reabrir o estreito de Ormuz e pôr fim à guerra, adiando para mais tarde as negociações sobre o programa nuclear de Teerão, informou o portal Axios.

Amr Alfiky - Reuters

Citando um responsável norte-americano e outras duas fontes não identificadas com conhecimento do assunto, o jornal digital indicou no domingo que Trump prevê analisar hoje com a sua equipa o atual impasse nas negociações e os possíveis passos a seguir.

A iniciativa surge em plena escalada de tensão, com o Comando Central norte-americano a confirmar no domingi que já impediu a passagem de 38 embarcações na zona, por ordem do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Apesar do cessar-fogo, Trump determinou a manutenção do bloqueio naval, medida que, segundo o Departamento do Tesouro, está a afetar 90% do comércio marítimo iraniano.

"As forças norte-americanas obrigaram 38 navios a dar meia-volta ou regressar ao porto", anunciou o Comando Central na rede X, referindo-se ao bloqueio imposto desde 13 de abril.

O objetivo da Casa Branca é aumentar a pressão sobre Teerão, estrangulando as suas exportações de petróleo e reduzindo as fontes de financiamento.

Trump afirmou no domingo que não tem pressa em alcançar um novo acordo, sublinhando que a estratégia de "pressão máxima" da sua Administração está a asfixiar a economia iraniana e já "dizimou" a sua capacidade operacional.

A primeira ronda de negociações entre Washington e Teerão decorreu em Islamabade a 11 de abril, nas primeiras conversações diretas de alto nível em 47 anos, com o Paquistão como mediador.

As delegações reuniram-se durante mais de 20 horas, sem resultados, e a segunda ronda, prevista para o último fim de semana, não se concretizou, depois de o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abás Araqchí, ter abandonado o Paquistão sem intenção de dialogar com os enviados de Trump.

Araqchí apresentou em Islamabade um plano para contornar a questão nuclear, propondo que o cessar-fogo se prolongue ou que ambas as partes acordem o fim definitivo da guerra, deixando as negociações nucleares para mais tarde, após a reabertura do estreito e o levantamento do bloqueio.

No entanto, fontes diplomáticas indicam que a liderança iraniana não tem consenso sobre como responder às exigências norte-americanas para suspender o enriquecimento de urânio durante uma década e retirar o urânio enriquecido do país.

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Israel continua ataques

Israel adiantou que vai continuar a atacar posições do movimento Hezbollah no Líbano, apesar do acordo de cessar-fogo que ainda está em vigor.
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Impasse nas negociações EUA/Irão

Depois de ter cancelado a viagem dos enviados especiais ao Paquistão, Donald Trump diz que o Irão o pode contactar se quiser voltar às conversações. O ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros regressou ao Paquistão, depois de contactar vários países, incluindo a Rússia, que podem mediar o conflito. Acompanhamos aqui, ao minuto, o evoluir da guerra no Médio Oriente.
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